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SBTi em crise: flexibilização de regras sobre compensações de carbono gera revolta

A Science Based Targets initiative (SBTi), padrão de excelência amplamente reconhecido em responsabilidade de emissões devido aos seus critérios rigorosos para planos de emissões líquidas zero, está em meio a uma crise após flexibilizar suas regras sobre o uso de compensações de carbono para alcançar metas net zero. 

 

A decisão, criticada por especialistas e membros da própria equipe da SBTi, gerou renúncias e colocou em xeque a credibilidade da iniciativa. Defensores das compensações argumentam que elas direcionam investimentos para projetos sustentáveis, enquanto críticos alertam para a dificuldade em verificar o impacto real e a possibilidade de empresas evitarem mudanças necessárias. 

Depois da polêmica, a iniciativa Science Based Targets (SBTi) voltou atrás e afirmou que não houve mudança de posição quanto ao uso de créditos de carbono nos planos net zero das empresas. A crise da SBTi expõe as complexas questões que envolvem a neutralização de carbono e a necessidade de um debate transparente e rigoroso sobre o papel das compensações nesse processo. 
 

Veja em:

Folha de São Paulo:
Entenda a controvérsia que dividiu o mercado de compensação de carbono

Edie:
Em meio às controvérsias do SBTi, WWF afirma que as compensações de carbono “não podem substituir” a descarbonização

Capital Reset:
Após revolta interna, SBTi volta atrás sobre créditos de carbono

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Até onde vai a responsabilidade pela cadeia de suprimentos?

Aprovada em abril pelo Parlamento Europeu, a Diretiva de Devida Diligência em Sustentabilidade Corporativa (CS3D), passa a exigir que grandes empresas da UE e empresas estrangeiras que operam na UE identifiquem, previnam e mitiguem impactos negativos em direitos humanos e meio ambiente em suas operações e cadeias de valor.  A Diretiva, que inclui penalidade para as empresas que não cumprirem as normas é uma resposta aos casos de violação de direitos humanos na cadeia de suprimentos de grandes empresas. 


Em um exemplo recente, grandes marcas do setor têxtil, como Zara e H&M foram denunciadas por se beneficiar de algodão produzido em áreas desmatadas e com violações de direitos humanos no Brasil. Outro setor atento as pressões por rastreabilidade é a pecuária. Induzidas pela Lei Antidesmatamento da União Europeia,  os principais frigoríficos brasileiros aderiram ao Protocolo Voluntário de Fornecedores de Gado do Cerrado,  iniciativa coordenada por organizações como Proforest, Imaflora e NWF, que visa padronizar as práticas e exigências de conformidade ambiental para os fornecedores de carne da região.
 

Veja em:

Mattos Filho:
Parlamento Europeu aprova diretiva sobre Devida Diligência em Sustentabilidade Corporativa

Folha de São Paulo:
Estudo liga crimes no cerrado a Zara e H&M, gigantes da moda na Europa

Capital Reset:
Grandes frigoríficos aderem a regras para compra de gado do Cerrado

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Suspensões e adiamentos demonstram os desafios na implementação de medidas regulatórias

A Securities and Exchange Commission (SEC), suspendeu temporariamente a implementação das novas regras de divulgação climática aprovadas em março. A decisão se deve às contestações judiciais contra as medidas, que exigem que empresas de capital aberto reportem suas emissões de gases de efeito estufa e os riscos climáticos relacionados aos seus negócios. 

A regra, que entraria em vigor em 2026, foi suavizada em relação à proposta inicial, excluindo a obrigatoriedade de contabilizar as emissões da cadeia de valor (escopo 3). O mesmo movimento também aconteceu na União Europeia, mas desta vez em relação a implementação das Normas Europeias de Relatórios de Sustentabilidade (ESRS), que foi atrasada em dois anos, de 2024 para 2026. Importante lembrar que, no Brasil, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) estabeleceu que a partir de 2026, empresas de capital aberto terão que divulgar obrigatoriamente informações sobre riscos climáticos e práticas ESG em suas demonstrações financeiras. Especialistas alertam que a mudança precisa ser trabalhada desde já, uma vez que demandará organização e planejamento para que as empresas estejam em conformidade com as novas regras até 2026.
 

Veja em:

Um Só Planeta:
EU adia aplicação de normas de relatórios de sustentabilidade para setores específicos e empresas estrangeiras


Valor:
Nova regra contábil ESG exige preparo e governança


Capital Reset:
SEC anuncia ‘pausa’ em regras climáticas

04

Tratado sobre plástico: enquanto falta coordenação, sobra exposição para as marcas.

Após a quarta rodada de negociações na ONU, realizada no Canadá, os países avançaram de forma tímida na busca por um tratado global para combater a poluição por plástico.

 

 A meta final, similar ao Acordo de Paris para o clima, seria reduzir significativamente a produção de plástico e seus impactos negativos no meio ambiente e na saúde humana. Embora ainda não haja um acordo definitivo, os representantes dos 174 países participantes concordaram em continuar as negociações em eventos menores até a reunião final, marcada para novembro na Coreia do Sul. O destaque da rodada foi a proposta do Ruanda e Peru, apoiada por mais de 50 nações, de reduzir a produção global de plástico primário em 40% até 2040, em relação a 2025. Vale destacar que a intenção de limitar a produção global de plástico ainda é uma realidade distante, uma vez que a expansão projetada da indústria petroquímica pode minar os esforços para reduzir o uso de plástico. 

Enquanto falta coordenação, sobra exposição para as marcas. Um estudo publicado na revista Science Advances revelou que apenas cinco empresas – Coca-Cola, PepsiCo, Nestlé, Danone e Altria – são responsáveis por 24% da poluição plástica rastreável no mundo.

Veja em:

Um Só Planeta:
Negociações no Canadá para tratado sobre plástico terminam sem acordo

GreenBiz:

A produção de plásticos na Costa do Golfo está a explodir. Veja como responder

Um Só Planeta:
Apenas cinco empresas são responsáveis por 24% da poluição por plásticos no mundo, aponta estudo

Para refletir:

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01. Água até aqui

E se a água subisse até aqui? 


A emergência climática que atinge o Rio Grande do Sul trouxe ao Brasil desafios sociais, ambientais e urbanos e impõe uma nova realidade. Uma nova era de mudanças, emergências climáticas e adaptação já se faz presente para a população do planeta.

Pensando nisso, um grupo de profissionais de comunicação se reuniu em um coletivo independente chamado Água Até Aqui. O coletivo de comunicação está trabalhando para chamar a atenção para a emergência climática que afeta principalmente neste momento o Rio Grande do Sul. Por meio de intervenções visuais em São Paulo, utilizando adesivos posicionados a 3 metros de altura, chamam a atençao para onde as aguas estão chegando.

 

O objetivo desta ação independente é fazer com que as pessoas compreendam a gravidade da situação e o impacto desta crise climática, não apenas a nível global, mas também em suas vidas diárias. A segunda parte de sua missão é motivar ações diante da crise climática. O coletivo espera inspirar o público a agir, seja através de mudanças em seu próprio comportamento ou exigindo mudanças em políticas ambientais e sociais.

 

A conscientização é o primeiro passo para a mudança. Qualquer pessoa pode contribuir para esta mobilização.

Para participar da campanha e doar a organizações que apoiam as vítimas das chuvas no estado, clique aqui!

02. The Shitthropocene - um documentário realizado pela Patagonia

Neste documentário instigante intitulado 'The Shitthropocene', a renomada empresa de vestuário Patagonia investiga a questão do exorbitante desperdício de roupas resultante dos hábitos de consumo. A produção de 45 minutos é ao mesmo tempo humorística e comovente, além de oferecer um exame crítico de como a indústria da moda foi inundada com itens descartáveis ​​ao longo do tempo, representando uma ameaça significativa ao meio ambiente e à humanidade em geral. 

O termo 'shitthropocene' é um jogo de palavras que refere-se à atual era geológica da humanidade conhecida como Antropoceno. Através da sátira e de insights sinceros, o documentário destaca as consequências alarmantes do consumismo desenfreado e da busca incansável por bens desnecessários, alertando para as terríveis consequências que isso pode ter no planeta.
Saiba mais sobre aqui!

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